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Promessa é dívida 

Olá!

Como prometido na última edição do Gingaleiro, esta semana trazemos ainda mais novidades, outros lançamentos e mais celebração.

Música marroquina temperada com eletrônica transglobal, fusão de música indiana e persa com os recursos da eletrônica moderna, a música clássica indiana no mainstream do pop ocidental e conceitos e reflexões sobre temas intrigantes numa roupagem techno.

Entre em sintonia com o mundo. Embarque nessa viagem musical. Suba a bordo do Gingaleiro.

 

Cheb i Sabbah

Com La Kahena, o argelino radicado na Califórnia Cheb i Sabbah fez um retorno às suas raízes norte-africanas. Após sair de sua Argélia natal na década de 60, Cheb i Sabbah e desenvolveu uma brilhante carreira, mesclando música do mundo inteiro em caleidoscópicos coquetéis musicais para as pistas de dança. Com a participação de várias cantoras de sua região, Cheb criou um folk contemporâneo, pleno da autenticidade de cerimônias que levam ao transe, temperado pela mágica de sua inconfundível técnica de produção, sua marca registrada. Agora, a transformação e a mistura continuam, pois Cheb escolheu pessoalmente uma equipe de onze remixers para desenvolver e transformar ainda mais o som do La Kahena. O resultado é La Ghriba: La Kahena Remixed, um marco no movimento da música eletrônica contemporânea.

La Ghriba dá uma injeção de energia e um acento mais Marroquino no La Kahena. Nesse projeto, Cheb quis acrescentar nova idéias. Por isso convidou outras pessoas para participar da empreitada. Como Sandeep Kumar, um jovem DJ de bhangra que mora no sul da Califórnia, cujo mote é a simplicidade. Ou os integrantes do Fnaïre, grupo de rap que arrebenta no Marrocos. De terras marroquinas também vieram Tahar e Farid, do grupo MoMo, radicado em Londres, e ainda Adberrahim Akkaoui e Pat Jabbar, veteranos da moderna música local, atualmente conhecidos como Dar Beida 04. Do Japão Cheb trouxe o DJ zen dub Makyo, também conhecido como Gio. Yossi Fine, baixista, produtor e idealizador do ExCentric Sound System, grupo que costura música africana com techno-beats e música eletrônica, foi acessado via ciberespaço. Já Neil Sparkes e Count Dubulah, veteranos do Transglobal Underground, criaram não um, mas quatro remixes. O produtor Bassnectar de São Francisco, também conhecido como Lorin Aston, dá um gás no ritmo. The Chakadoons, Marc Cazorla e Alex Stiff, que trabalham com remixes para Quincy Jones, também deixaram sua marca. O baixista, produtor e dono de selo Bill Laswell e Gaurav Raina, do Midival Punditz, fecham a tampa lançando mão de suas longas experiências em world music eletrônica.

Da energia do bhangra ao rap de rua do Marrocos, ao trance e ao dub - essas novas combinações são algumas das muitas tendências das pistas de dança internacionais. Com La Ghriba, o DJ e produtor Cheb i Shabbah, indicado ao BBC Radio 3 World Music Award 2007, solidifica sua posição pioneira e sua influência visionária sobre um mundo em constante mutação: o mundo da música eletrônica transglobal.

"...uma incursão absolutamente inovadora em uma música tradicional."
"... uma profusão de instrumentos norte-africanos vibrantes, vocais emocionados e produção extremamente sensível... uma experiência global simplesmente extraordinária"
"Um fantástico painel composto por vibrantes instrumentos do norte da África, vocais etéreos e uma produção extremamente sensível..."

(Remix)

"... destinado a mudar a forma como percebemos a música do norte da África."
(Global Rhythm)

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Niyaz 

Niyaz é um projeto acústico-eletrônico que reúne três figuras de proa da cena musical para criar uma nova e instigante fusão entre a música persa tradicional e a música eletrônica moderna.

A vocalista e compositora Azam Ali, uma das fundadoras do aclamado grupo Vas, nasceu no Irã, foi criada na Índia e mudou-se para os EUA na adolescência. Atualmente podemos ouvir sua voz etérea e sedutora em várias trilhas sonoras de filmes, incluindo o blockbuster Matrix: Revolutions, e em muitas séries de TV. O multi-instrumentista e compositor Ramin (Loga) Torkian do Axiom of Choice percorreu um caminho similar: do Irã para os EUA na adolescência. Suas muitas viagens e profundo conhecimento de música persa e da cultura e espiritualidade indianas o levaram a criar um som absolutamente autêntico e que, ao mesmo tempo, se encaixa perfeitamente na arquitetura de contemporaneidade na qual ele é gerado. Já Carmen Rizzo, duas vezes indicado ao Grammy como produtor, é um dos mais requisitados profissionais na música eletrônica de hoje. Ele já trabalhou com artistas do calibre de Ryuichi Sakamoto, Khaled, Seal, Paul Oakenfold & Cirque Du Soleil, sempre acrescentando o seu toque exclusivo a ritmos e texturas eletrônicas.

Esses três veteranos, experientes e bem sucedidos, encontram no Niyaz uma base comum, onde a eterna mística da língua urdu e os poetas persas da religião sufi dos séculos XIV e XV criam a moldura lírica perfeita para uma nova e original aventura musical.

"O exotismo e os ritmos da Índia elevados ao estado de arte. Os vocais de Ali nos remetem a outros mundos, outras épocas, estabelecendo um contraste fantástico com as inspiradas texturas instrumentais criadas por Torkian e Rizzo."
(Billboard)

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Karsh Kale 

Em Broken English, Karsh Kale alcança um perfeito equilíbrio entre a sua herança musical indiana com o rock´n´roll, de sua Inglaterra natal e o hip hop e o atmospheric pop de Nova York, onde mora atualmente. Para seu terceiro disco de estúdio, o percussionista de tabla, compositor e produtor Karsh convidou colaboradores do mais alto nível, entre eles MC Napoleon, as vocalistas Trixie Reiss (do Crystal Method) e Dierdre (do Ekova), e mais: o premiado compositor de trilhas para Bollywood (a Hollywood da Índia) Salim Merchant.

Karsh Kale (pronuncia-se Cãrch Calei) passou grande parte dos últimos cinco anos vendo os críticos de música tentando descrever o seu som como um tipo de híbrido entre a música oriental e a ocidental, entre o tradicional e o eletrônico. O fato é que a sua meta inicial de inserir a música clássica indiana no mainstream do pop ocidental realmente o levou a criar uma música eletrônica transglobal que rompe as barreiras entre os gêneros.

Com o pop ocidental atingindo todo o mundo habitado, não será surpresa se a linguagem musical se transformar num tipo de Broken English (inglês capenga). Na sua própria versão de inglês capenga, Karsh Kale dá uma pala da sonoridade dessa nova linguagem.

Veja mais sobre Karsh Kale na Billboard

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Banco de Gaia 

Sob o pseudônimo de Banco de Gaia, o inglês Toby Marks tem dedicado a maior parte de sua carreira a expressar através da música seus conceitos e reflexões sobre temas que considera intrigantes. Ainda que as meditações eletrônicas de um compositor techno/dance abstrato não sejam em geral associadas a apaixonadas polêmicas de cunho político ou a projetos meritórios e profundos.

Após uma década de questionamentos e CDs cada vez mais brilhantes, incluindo uma indicação ao Prêmio Mercury, Farewell Ferengistan, captura a alma e o clima dos discos anteriores de Marks, mas em vez de se envolver com tribos remotas de Shangri-la, Banco de Gaia expressa preocupações muito mais próximas de casa: o que estamos fazendo com nós mesmos? Aonde o nosso materialismo está nos levando? Não seria sensato rever as nossas posições?

Ferengistan é uma palavra utilizada na Ásia Central para se referir às terras do ocidente, às terras do homem branco, e carrega conotações de cobiça, materialismo e não confiabilidade. Neste CD com influências norte-africanas, Banco de Gaia constata o declínio da era dos exploradores, dos aproveitadores, dos banqueiros, dos investidores, dos acionistas e das estruturas e sistemas do mundo empresarial.

Mas nem só de política trata o disco. Ele também fala de natureza, de astrologia, de ficção científica, num CD sobre a 'perplexidade global' da humanidade, mostrando porque Banco de Gaia é altamente respeitado por suas inovações e seus álbuns de alta qualidade.

"Banco de Gaia está constantemente lançando CDs de beleza estonteante e quase que esmagadora criatividade."
(Making Musik, Reino Unido)

"Um dos mais originais e fascinantes artistas em cena."
(Mixer)

"Impossível de rotular, mas considere o Royksopp, o Zero 7, The Orb, o Pink Floyd e um Future Sound of London como jeito de Papua Nova Guiné como referências. Mesmo assim você vai estar só arranhando a superfície."
(Music Magazine)

"Um dos mais profundos pensadores da dance music... um verdadeiro pioneiro do beat global."
(Wax, Reino Unido)

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Estamos celebrando! 

A Ginga P. tem celebrado os novos lançamentos em alguns dos espaços mais conceituados do Rio e de São Paulo. Nos dois últimos sábados, no 00, no Rio, participamos da festa "Stereo Zero" com os DJs Cobra (Luis Lemos) e Zé Roberto (José Roberto Mahr). E foi da Ginga P. o ambiente musical para o evento de lançamento da "Revista Til # 3" que aconteceu dia 22, no Espaço Til em São Paulo.

Fique ligado! Vem mais festa por aí.

 

Tá na boca do povo 

Veja o que a imprensa tem a dizer:

 Michael Franti, no Sintonia Fina do Nelson Motta
Ainda Michael Franti, no ShowLivre por Rodrigo Carneiro
Shrift, no jornal O Dia em matéria do Ricardo Calazans
Mais Shrift, agora no ShowLivre na visão de Aline Ridolfi

 

Quem somos 

Ginga P. Culture Business

Empresa de distribuição, produção e eventos relacionados à música e cultura que faz parcerias com gravadoras e artistas independentes, distribuindo esse trabalho dentro e fora do mercado brasileiro.

(saiba mais)

(Edições anteriores do Gingaleiro: 1 e 2)

 
 


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